Como a corça anseia por águas correntes, a minha alma anseia por ti, ó Deus. Salmo 42:1

 

Leia: Salmo 42:1-8

 

Um maratonista de longas distâncias decidiu provar sua resistência correndo em uma maratona sem beber água durante a corrida. Sua tolice resultou em um dano permanente a sua saúde. Ignorar nossa sede espiritual é tão perigoso quanto ignorar nossa sede física. O salmista tenta satisfazer sua sede espiritual, trazendo à mente boas lembranças do passado. Ele se lembra de quando liderava a procissão em direção ao Templo, louvando a Deus, enquanto caminhavam. Ele se lembra das águas descendo em cascatas do monte Hermon até o vale do Jordão, quando Deus parecia tão próximo. A memória nos encoraja com lembranças da fidelidade de Deus.

 

Mas as lembranças por si só não são o suficiente. Nosso vigor espiritual não será sustentado apenas com boas lembranças da proximidade de Deus ou de um culto de louvor que nos deu um maravilhoso gosto do céu. A sede espiritual precisa da presença diária de Deus. É por isso que o salmista faz mais do que lembrar. Ele clama por Deus, sabendo que Deus está tão perto quanto as palavras que ele fala. No Novo Testamento também aprendemos que Jesus providencia a "água viva", que satisfaz nossas almas; o Espírito do Deus vivo em nós satisfaz as necessidades do nosso coração

(João 4:10-14).

 

Pense:

Quem não tem sede espiritual é porque está morto em seus pecados, ainda que pense estar vivo.

 

Ore:

Senhor, obrigado por tua fidelidade. Ansiamos por tua presença, tua companhia e tua graça. Faze brotar em nós, pelo teu Espírito, um rio de água viva. Em nome de Jesus. Amém.

 

O despertar do tigre

Uma divertida fábula indiana sobre os bichos conta de uma tigresa grávida e faminta, que se aproxima de um pequeno rebanho de cabras e as ataca com tamanha energia que provoca o nascimento prematuro de seu bebê e sua própria morte.

 

As cabras espalharam-se e quando voltaram para seu local de posto encontraram o tigrinho recém-nascido e sua mãe morta. Com fortes instintos maternais, as cabras adotam o tigre e ele cresce pensando que é uma cabra. Ele aprende a balir. Ele aprende a comer grama. E, como a grama não fornece a melhor das nutrições para ele, o bicho torna-se um exemplar bem miserável da sua espécie.
Quando o jovem tigre chega à adolescência, um grande tigre macho aproxima-se da cabrada, que se dispersa. Mas o pequenino é um tigre e fica por lá. O grande olha espantado para ele e diz: “Você está morando com essas cabras?” “Mééééé”, responde o tigrinho. O adulto fica desgostoso. Ele o chacoalhava de um lado para o outro algumas vezes, a coisinha responde com seus tolos balidos e começa a beliscar a grama.

O tigre adulto leva-o até uma lagoa. Nosso amiguinho olha para a lagoa e vê sua própria face pela primeira vez. O tigre adulto fica próximo dele e diz: “Está vendo, sua face é como a minha”.

Você não é um bode. Você é um tigre como eu. Seja como eu”.
O pequenino está entendendo a mensagem. Eles se levantam e vão até o covil do tigre, onde se acham os restos de uma gazela recém-dilacerada. Com um naco dessa coisa ensangüentada o tigre adulto diz: “Abra a boca”. O pequeno recua: “Sou vegetariano”. Que bobagem”, diz o grandão, que enfia um pedaço de carne pela garganta do pequeno. Ele se engasga. Mas, mesmo engasgado, ele recebe em seu sangue, em seus nervos a alimentação apropriada para ele. Ele toca sua verdadeira natureza.

Espontaneamente, ele se espreguiça como um tigre pela primeira vez. Um pequeno rugido de tigre é ouvido. O adulto diz: “Muito bem. Agora você entendeu. Vamos para a floresta atrás de comida de tigre”.

É evidente que a moral é que somos todos tigres que vivem como cabras. O tigre, nesta história, representa nossa verdadeira identidade como seres de poder e potencial ilimitados. A cabra representa aquela parte da nossa mente limitada pelo medo, contida dentro dos condicionamentos que os outros nos sugeriram e com os quais concordamos.

Como o tigre, estivemos sofrendo de um problema de identidade equivocada. Sucumbimos a uma espécie de amnésia espiritual em que nos esquecemos de nossa origem e de nossa natureza de filhos de Deus. Esse esquecimento não pode eliminar nossa identidade, mas certamente pode levar-nos a agir de modo medíocre. Não podemos continuar com corpo de tigre e coração de cabra.

Você é uma cabra ou um tigre? Você nasceu para balir ou rugir?

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